União Europeia lança iniciativa para combater o declínio de polinizadores silvestres

União Europeia lança iniciativa para combater o declínio de polinizadores silvestres

12 de junho de 2018

A Comissão Europeia lançou no início de junho uma iniciativa para enfrentar o declínio dos polinizadores silvestres na União Europeia (UE). As ações incluem um novo indicador para incrementar o monitoramento e a geração de dados científicos sobre polinizadores (entre eles, as abelhas), além de melhorar a disseminação e a aplicação de tais dados entre diferentes setores da UE.

A Comissão acredita que a Iniciativa irá fortalecer a colaboração entre cientistas, formuladores de políticas, empresas e o público em geral, e deverá apoiar ações direcionadas e de mais impacto para combater as causas do declínio – e se diz empenhada em incentivar a pesquisa científica e campanhas de conscientização.

Impacto na produção de alimentos

A polinização é um dos principais processos na natureza que permite a reprodução de plantas. Na Europa, cerca de quatro em cada cinco espécies de flores e culturas selvagens dependem, em certo nível, de animais para a polinização.

O impacto do declínio de polinizadores é particularmente visível na produção de alimentos. Cerca de €15 bilhões da produção agrícola anual da UE são atribuídos diretamente aos insetos polinizadores. Para muitas culturas, a contribuição dos polinizadores pode chegar à metade do valor de mercado do produto. Além disso, ao apoiar a diversidade de culturas, elas sustentam uma ampla gama de fontes de nutrientes vitais, indispensáveis ​​para uma dieta saudável.

A UE já implantou ações dedicadas a polinizadores domesticados, apoiando a saúde das abelhas e a apicultura, mas a maior parte dos polinizadores é de espécies silvestres. Ao se concentrar neles, a Iniciativa Polinizadores da UE aborda desafios comuns a todos os polinizadores.

Principais causas

O conhecimento científico atual sugere que não há um único fator responsável pelo declínio dos polinizadores. O relatório produzido pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) aponta mudanças no uso da terra, manejo agrícola intensivo e uso de pesticidas, poluição ambiental, espécies exóticas invasoras, patógenos e mudanças climáticas como as principais ameaças polinizadores. Estes geralmente funcionam em combinação, resultando em efeitos sinérgicos que exercem forte pressão sobre os polinizadores.

Próximos passos

Os objetivos da Iniciativa UE Polinizadores de longo prazo (2030) contemplam uma série de medidas a serem aplicadas até 2020, quando a Comissão analisará os progressos na implantação e, se necessário, proporá novas medidas.

Leia o documento completo, com todas as ações da Iniciativa Polinizadores da União Europeia, no site da Comissão Europeia.

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