Voltar para Home

Espécies

Cultuadas ao longo da história por diversas civilizações como símbolo de riqueza, trabalho ou de perseverança, pela forma como defendem seu território, as abelhas surgiram muito antes do homem, há mais de 100 milhões de anos.

Pertencentes à ordem Hymenoptera e à superfamília dos Apoidea (grupo Apiformes), as abelhas se dividem em cerca de 20 mil espécies e a mais conhecida é a Apis mellifera.

Acredita-se que elas se originaram a partir de um grupo de vespas, que alterou a sua dieta habitual de insetos e ácaros, passando a se alimentar de néctar e pólen para obtenção de nutrientes.

As abelhas exercem papel fundamental na polinização da maior parte das culturas agrícolas.

Anatomia

imagem-abelha

1- “Língua” (probóscide ou glossa)
2- Orifício do tubo excretor da glândula da mandíbula posterior
3- Mandíbula inferior
4- Mandíbula superior
5- Lábio superior
6- Lábio inferior
7- Glândula da mandíbula frontal (glândula mandibular)
8- Glândula da mandíbula posterior
9- Abertura da boca
10- Glândula faringeana
11- Cérebro
12- Ocelos
13- Glândulas de salivares
14- Músculos torácicos
15- Postfragma
16- Ala frontal
17- Ala posterior
18- Coração
19- Estigmas
20- Saco aéreo
21 -Intestino médio (intestino quiloso, estômago)
22- Válvulas cardíacas
23- Intestino delgado
24- Túbulos de Malpighi
25- Glândulas retais
26- Bolsa de excrementos
27- Ânus
28- Canal do ferrão
29- Bolsa de veneno
30- Glândulas de veneno
31- Arcos do canal do ferrão
32- Pequena glândula
33- Vesícula seminal
34- Glândulas cerígenas
35- Gânglios abdominais
36- Tubo da válvula
37- Intestino intermédio
38- Copa (entrada do estômago)
39- Vesícula melífera
40- Aorta
41- Tubo digestivo
42- Cordão neuronal
43- Palpo labial
44- Metatarso

 

Cabeça

É onde estão os órgãos sensoriais que as orientam para saber o que se passa a seu redor. Os grandes olhos compostos servem para guiar a navegação de seus voos e distinguir as cores das flores. As antenas possuem os sentidos da audição, do olfato e do tato, fundamentais na escuridão da colmeia.

Por meio do olfato elas reconhecem suas companheiras de ninho e detectam seus inimigos. Nas suas duas antenas, estão localizadas os receptores olfativos, com função de captar odores como o de floradas, ou de rainhas virgens por parte dos zangões, por exemplo.

Os zangões contam com cerca de 30 mil receptores olfativas, as operárias apresentam de 4 a 6 mil e a rainha apresenta cerca de 3 mil cavidades.

O complexo sistema visual das abelhas é composto por três olhos simples, situados na parte frontal da cabeça e dois olhos compostos, localizados nas laterais da cabeça, e são capazes de enxergar bem a longas distâncias.

Ainda na cabeça estão localizadas as glândulas mandibulares, que dissolvem a cera e ajudam a processar a geleia real que alimentará a rainha, e as glândulas hipofaríngeanas, que funcionam do 5º ao 12º dia de vida da operária e transformam o alimento comum em geleia real.

 

Tórax

Os órgãos de locomoção da abelha estão situados em seu tórax. Cada um dos três pares de pernas possui uma função. O primeiro par de pernas são forrados por pelos microscópicos que servem para limpar as antenas, os olhos, a língua e a mandíbula.

O segundo par de pernas contam com um esporão, cuja função é a limpeza das asas e a retirada do pólen acumulado nas corbículas (estruturas semelhantes a cestos, com uma concavidade para carregar pólen) das pernas posteriores. Estas se caracterizam pela existência de corbículas, pentes e espinhos, cuja finalidade serve para retirar as partículas de cera elaboradas pelas glândulas cerígenas, que ficam no ventre.

Os dois pares de asas são formadas por duas membranas superpostas, reforçadas por nervuras ramificadas. Os pares de trás são menores e munidos de ganchinhos, com os quais a abelha, durante o voo, prende as duas asas formando uma só.

 

Abdômen

Nele estão situados a vesícula melífera (que transforma o néctar em mel e ainda transporta a água coletada para a colmeia), estômago, intestino delgado, glândulas cerígenas (responsáveis pela produção de cera) e as traqueias ou espiráculos (órgãos de respiração).

No abdômen dos zangões estão localizados seus órgãos reprodutores, constituídos por um par de testículos, duas glândulas de muco e pênis. É também no abdômen que estão localizados os órgãos de reprodução femininos: vagina, ovários (dois), espermateca (bolsa onde a rainha armazena os espermatozoides dos zangões que a fecundaram) e a glândula de odor que tem que permite a identificação entre as abelhas. Devido ao cheiro característico uma abelha não é aceita em uma colmeia estranha.

Na extremidade do abdômen está localizado o ferrão. Para a rainha, o ferrão funciona como instrumento de orientação que visa localizar as células dos favos onde irá ovular. Eventualmente ele é utilizado para ferroar outra rainha que tenha nascido ao mesmo tempo e com a qual lutará até a morte pela liderança dentro da colmeia.

O ferrão da rainha possui um formato diferente, com uma superfície lisa. Após penetrar e injetar o veneno, ele volta ao seu estado normal. Já as operárias possuem ferrão em forma de serrote, que após penetrar uma superfície mais rígida, como a pele humana, ele fica preso e puxa parte dos órgãos internos, o que acaba causando a sua morte na sequência. Os zangões não possuem ferrão.