Cientistas treinam abelhas para detectar drogas

Cientistas treinam abelhas para detectar drogas

21 de setembro de 2015

Pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, realizaram um experimento no qual treinaram abelhas Apis mellifera para identificar odores de heroína e cocaína. Os cientistas descobriram que as abelhas respondem de forma específica com a vibração de suas antenas a concentrações de drogas a exemplo de heroína e cocaína.

Eles afirmam que os insetos podem, eventualmente, substituir cães farejadores em aeroportos, já que seriam “menores, menos caros, mais fáceis e rápidos de serem treinados”.

“Testamos a capacidade de abelhas de aprender o aroma de heroína e as treinamos para que mostrassem uma resposta comportamental confiável na presença de um odor altamente diluído de heroína pura”, disse o estudo, divulgado na publicação científica online Plos One.

Segundo os pesquisadores, não houve reação significativa das abelhas ao odor de maconha e anfetaminas.

As antenas de insetos são os órgãos mais sensíveis já descobertos para a detecção de moléculas voláteis, de acordo com o estudo, e seriam “mais sensíveis que o melhor dos sensores artificiais”.

Assim, estes animais poderiam ser usados como biossensores para tipos diferentes de odores e aplicados na detecção de doenças, contaminação alimentar, resíduos explosivos e drogas.

Entretanto, os especialistas advertiram que mais estudos são necessários.

O estudo diz também que a capacidade de percepção dos animais varia de acordo com a espécie. Baratas, por exemplo, reagiram à presença de anfetaminas e cafeína.

Desta maneira, a pesquisa sugere uma “plataforma de detecção de drogas baseadas em insetos” com o uso de diferentes espécies.

O estudo está disponível no site da publicação, em PlosOne.

Fonte: BBC Brasil

 

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