Plataforma de informação sobre Apicultura e Meio Ambiente – geoApis

O primeiro passo para se tornar um apicultor de sucesso é aprender o máximo que puder sobre as abelhas, seu comportamento e seu papel na natureza.

Boas práticas em manejo apícola

Na atividade de criação de abelhas, colmeias populosas, saudáveis e produtivas são sustentadas principalmente por cinco pilares, que quando trabalhados de forma adequada pelo apicultor geram bons retornos financeiros. São eles:

1. Conhecimentos sobre as abelhas
2. Localização dos apiários
3. Gestão das atividades apícolas no campo
4. Manejo produtivo das colmeias
5. Associativismo

Apresentamos aqui alguns materiais que consideramos importantes para o bom desenvolvimento da criação de abelhas, com foco na produção de mel pela abelha Apis mellifera.

O primeiro passo para se tornar um apicultor de sucesso é aprender o máximo que puder sobre as abelhas, seu comportamento e seu papel na natureza.

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Quem são as abelhas ?

Quem são as abelhas sem ferrão ?

O que as abelhas comem ?

O que é o mel ?

Como é formada uma nova colmeia ?

Qual o papel das abelhas na natureza ?
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O sucesso na criação de abelhas também é influenciado pelo conhecimento que o apicultor possui do ambiente natural onde estão localizados os seus apiários.

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Localização dos apiários

O sucesso na criação de abelhas também é influenciado pelo conhecimento que o apicultor possui do ambiente natural onde estão localizados os seus apiários. É importante conhecer a flora de entorno e as características das estações climáticas, aspectos que ajudam a tomar decisões quanto às práticas de manejo produtivo que devem ser usadas nas colmeias. Por exemplo, as abelhas africanizadas criadas no Nordeste abandonam muito mais as suas caixas quando comparamos com as demais regiões brasileiras. As altas temperaturas e a falta de água na estação seca são fatores determinantes do comportamento de abandono, sendo sábia a decisão de instalar as colmeias à sombra e fornecer água potável em bebedouros para reduzir ou evitar os abandonos durante a estação seca nordestina.

A decisão sobre o local de instalação dos apiários é uma das mais importantes práticas que determina o sucesso da atividade apícola. É necessário que a instalação seja segura e considere a distância adequada entre apiários para evitar o superpovoamento de áreas, uma vez que o uso do pasto apícola não se limita ao ponto de instalação do apiário. As abelhas podem voar até 3 km de suas colmeias, o que significa que existem milhares de abelhas usando as mesmas plantas. Em um espaço com muitas abelhas e poucas flores, por exemplo, há maior competitividade pelo uso do alimento e, consequentemente, o apicultor produzirá menos. A localização dos apiários deve seguir, portanto, os seguintes requisitos:

    • Distância mínima de 3 km de apiários vizinhos para evitar o superpovoamento;
    • Distância máxima de 500 m de fontes de água;
    • Distância mínima de 400 m de áreas de criação de outros animais, escolas, estradas ou lugares de grande movimentação humana;
    • Distância mínima de 3 km de estabelecimentos (sorveterias, aterros sanitários, lixões, entre outros) onde as abelhas podem coletar recursos diferentes do pólen e néctar e, assim, contaminar o mel a ser produzido;
    • Sombreamento, mas também com exposição solar nas primeiras horas da manhã e durante o período mais frio;
    • Riqueza e abundância de plantas com flores no raio de 3 km, pois as operárias podem coletar alimento em até 50 espécies de plantas durante o ano;
    • Fácil acesso para o apicultor.

O conteúdo restrito da plataforma disponibiliza ferramentas que auxiliam os apicultores na organização espacial dos seus apiários. Para mais informações sobre como participar e ter acesso à área restrita, entre em contato conosco.

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Cada colmeia é uma prestadora de serviços de polinização e uma fábrica de produtos apícolas (mel, pólen, cera, própolis, geleia real e apitoxina) que gera retorno financeiro para o apicultor.

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Calendário apícola: a boa administração na apicultura para a produção de mel

Cada colmeia é uma prestadora de serviços de polinização e uma fábrica de produtos apícolas (mel, pólen, cera, própolis, geleia real e apitoxina) que gera retorno financeiro para o apicultor. Quando uma colmeia morre, enxameia ou produz pouco, dificilmente cobrirá os custos do apicultor com a produção. Dessa maneira, para obter uma boa produtividade, é importante considerar uma programação anual de manejos, com a previsão da época de realização das principais atividades. Assim, o apicultor pode organizar melhor a gestão de suas despesas, receitas e de seu tempo de dedicação aos apiários. Existem diferentes grandes floradas para os diferentes Estados brasileiros e apresentamos aqui um calendário apícola com foco na produção de méis originados das floradas de eucalipto, laranja, capixingui, bracatinga e cipó-uva.

 

 

Méis e suas regiões

Eucalipto (espécies de Eucaliptus): mel relativamente escuro, produzido principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Laranjeira (espécies de Citrus): mel claro, produzido em São Paulo e Minas Gerais.

Capixingui (Espécies de Croton): mel claro, produzido principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Bracatinga (Mimosa scabrella): mel escuro não floral ou melato, produzido a partir de cochonilhas, insetos sugadores que secretam um líquido açucarado no tronco da planta, produzido principalmente na região Sul.

Cipó-uva (espécies de Serjania): mel transparente, produzido em áreas de cerrado, em Minas Gerais.

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Práticas gerais requerem o fortalecimento de colmeias nos meses anteriores às grandes floradas e revisões para observar se as rainhas estão colocando ovos, se as operárias estão armazenando bastante alimento para a retirada de mel para a comercialização e se as caixas possuem espaço suficiente para os enxames crescerem.

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Práticas gerais requerem o fortalecimento de colmeias nos meses anteriores às grandes floradas e revisões para observar se as rainhas estão colocando ovos, se as operárias estão armazenando bastante alimento para a retirada de mel para a comercialização e se as caixas possuem espaço suficiente para os enxames crescerem. Apesar de mais frequentes durante as floradas, as revisões devem ser rápidas, cuidadosas e as colmeias não devem ser manipuladas excessivamente, pois se trata do período em que as abelhas estão trabalhando intensamente no armazenamento de alimento, atividade que deve ser preservada.

Nos meses de menor disponibilidade de alimento, as revisões são menos frequentes para danificar menos as colmeias. O manejo deve limitar-se principalmente à alimentação suplementar para evitar que os enxames enfraqueçam demasiadamente. É natural nessa época do ano que a população de abelhas diminua devido à escassez de alimento no campo. Ainda em alguns Estados brasileiros, as operárias voam menos em razão do frio, coletam menos recursos e, assim, as colmeias sobrevivem basicamente do alimento armazenado nos meses de fartura.

Cada colmeia é única e se desenvolve de acordo com sua aptidão e as relações que estabelece com o ambiente. Contudo, existem determinados comportamentos identificados nas colmeias que nos dão pistas de como elas estão se desenvolvendo e nos indicam quais decisões devemos tomar para mantê-las saudáveis, fortes e produtivas. Com o quadro de tomada de decisões, esperamos que o apicultor se torne autônomo em suas decisões no momento de inspeção das colmeias. Não existe um único caminho para solucionar determinada situação observada. A decisão dependerá dos objetivos da produção e das práticas de manejo produtivo conhecidas.

Durante as inspeções, que devem ser rápidas para evitar impactos negativos nas colmeias, devem ser observados os seguintes aspectos:

    • Presença de alimento (mel e pólen) e de crias (ovo, larva, pupa);
    • Presença da rainha e avaliação de sua postura (presença da rainha ou observação da ocorrência de ovos nas áreas de cria);
    • Existência de espaço suficiente para o desenvolvimento da colmeia e armazenamento do alimento;
    • Presença de realeira;
    • Sinais de ocorrência de doenças, pragas ou predadores;
    • Estado de conservação de quadros, caixas, fundos, tampas e suportes das colmeias.

 

Situação observada Indicação Decisões a serem tomadas
Ausência de postura e presença de realeira Rainha morreu 1. Observar se haverá reposição natural a partir da realeira presente na colmeia ou

2. Retirar a realeira e introduzir uma rainha virgem selecionada

Ausência de postura e presença da rainha 1. Colmeia pode estar passando fome ou

2. Presença de rainha com mais de dois anos de idade

1. Oferecer alimentação suplementar energética e proteica ou

2. Trocar a rainha

Presença de postura, realeira e rainha e população grande de operárias fora da caixa formando “barba” Colmeia irá enxamear 1. Retirar a realeira e aumentar o espaço da colmeia com sobreninho ou melgueira com favos novos ou

2. Dividir o enxame

Ausência de postura, realeira e rainha Rainha morreu e colmeia está sem condições de produzir uma nova rainha virgem 1. Retirar quadros com crias fechadas prestes a emergirem de colmeias fortes e introduzi-los na colmeia fraca e/ou

2. Oferecer alimentação suplementar energética e proteica e/ou

3. Substituir a rainha atual por uma rainha virgem nova ou

4. Unir enxames

Postura nos quadros das melgueiras 1. Falta de espaço no ninho ou2. Presença de favos velhos no ninho 1. Aumentar o espaço da colmeia pela adição de sobreninho ou melgueira ou

2. Substituir os quadros com favos velhos por quadros com favos novos

Falhas na área de cria 1. Presença de rainha com mais de dois anos de idade ou2. Sinais de doença 1. Substituir a rainha atual por uma rainha virgem nova ou

2. Marcar as colmeias atingidas, procurar ajuda técnica para confirmar o diagnóstico e desinfetar as ferramentas antes de usá-las nas colmeias saudáveis

Larvas mortas nos favos e abelhas mortas no assoalho da caixa Sinais de doença Marcar as colmeias atingidas, procurar ajuda técnica para confirmar o diagnóstico e desinfetar as ferramentas antes de usá-las nas colmeias saudáveis
Quadros danificados ou quadros com cera velha   Transferir os quadros para as laterais da colmeia, esperar o nascimento das abelhas e substituí-los por quadros com ceraalveolada

 

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Os apicultores se fortalecem quando buscam se unir em associações, que permitem o compartilhamento de conhecimentos e a troca de experiências.

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Os apicultores se fortalecem quando buscam se unir em associações, que permitem o compartilhamento de conhecimentos e a troca de experiências. Juntos, podem buscar por melhor profissionalização e serem mais competitivos no mercado de comercialização do mel e demais produtos apícolas.

Informe-se sobre a associação mais próxima e associe-se a ela.

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Abelhas para a produção de mel

Espécies de abelhas mais criadas para a produção de mel 

A abelha africanizada (Apis mellifera) é a mais comumente criada para a produção de mel no Brasil, porém não é a única.

As abelhas sem ferrão, nossas abelhas nativas que formam colônias, também podem ser criadas para a produção de mel, produto que apresenta características únicas de acordo com a espécie de abelha sem ferrão manejada e a florada que as operárias usam para buscar o alimento.

No entanto, a utilização das abelhas sem ferrão para fins comerciais, científicos ou de lazer, bem como a implantação de meliponários, lugar onde são mantidas as colônias de abelhas sem ferrão, devem seguir as regras presentes na Resolução CONAMA nº 346, de 16 de agosto de 2004.

Diferentemente da abelha africanizada que é criada em todo o Brasil, as espécies de abelhas sem ferrão apresentam criação mais ou menos restrita, de acordo com sua distribuição geográfica natural pelo país.

A jataí (Tetragonisca angustula), por exemplo, é a espécie mais comumente criada entre as abelhas sem ferrão, pois está presente em diversas regiões. Já a jandaíra (Melipona subnitida), ao contrário, é restrita aos Estados do Nordeste brasileiro.

Relacionamos abaixo as espécies de abelhas sem ferrão mais criadas em cada região no Brasil, além da própria Apis mellifera.

Ao clicar na espécie de interesse, você será direcionado para a página do Sistema de Informação Científica sobre Abelhas Neotropicais, onde poderá explorar mais informações sobre a espécie, a exemplo de distribuição geográfica, plantas que usam para a coleta de pólen e néctar, trabalhos científicos sobre a biologia e o comportamento da espécie e imagens sobre arquitetura do ninho.

(Fonte de informações: Jaffé et al. (2015) Bees for Development. Plos One).

Abelhas e plantas nativas (SP)

Este espaço reúne um material de grande utilidade para o enriquecimento do pasto apícola com o objetivo de ampliar a oferta de alimentos para as abelhas, além de servir como base para a identificação da origem botânica do mel e para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas.

Clique aqui e conheça os materiais para download.

Viveiros de mudas nativas (SP)

Este espaço reúne a relação de viveiros produtores de mudas florestais nativas, em todo estado de São Paulo, que podem ser adquiridas para a composição de pasto apícola e reflorestamento. Para acessar as informações de nome, endereço e telefone sobre os viveiros, basta clicar nas mudas.

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