Setor apícola busca explorar novos mercados

Setor apícola busca explorar novos mercados

29 de junho de 2015

Na tentativa de ampliar as exportações brasileiras de mel, a Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel) realizou, entre os dias 10 e 11 deste mês, uma rodada de negócios entre produtores e possíveis compradores.

Segundo estimativa oficial da associação, cerca de US$ 700 milhões em negócios foram fechados durante a rodada. Entre os interessados estavam empresas da Arábia Saudita, Marrocos e Líbano, países que ainda não recebem o mel brasileiro.

Em 2014, o País exportou 25 mil toneladas de mel, o equivalente a US$ 98,5 milhões. O valor foi 82% maior que o registrado em 2013. O aumento expressivo também se deu devido à elevação do preço médio exportado, que passou de US$ 3,34 kg em 2013 para US$ 3,89 kg em 2014. Em termos de volume, o crescimento chegou a 56%.

Para este ano, a perspectiva é aumentar ligeiramente esses valores, mesmo com o aperto da economia local.

Segundo Flávia Salustiano, gerente executiva da Abemel, a rodada de negócios superou a expectativa e deve ajudar, no mínimo, as exportações a manterem o ritmo alcançado no ano passado. “Os dados dos primeiros cinco meses do ano nos apontam para um número de embarques muito parecido com o registrado em 2014. A rodada deve nos ajudar a expandir os mercados de destino e crescer nesse sentido”, diz.

Hoje, o maior destino do mel brasileiro são os Estados Unidos, que respondem por 75% de toda a exportação. Em seguida, aparecem Alemanha (7%), Canadá (5%) e Reino Unido (5%). “Temos esse objetivo de ampliar os mercados. No momento, está muito concentrado”, analisa a gerente.

Arábia Saudita e Marrocos compram mel de concorrentes brasileiros, como Argentina e México. Durante a rodada, representantes árabes demonstraram satisfação com o que encontraram por aqui.

“O produto brasileiro tem qualidade e preços compatíveis com o que buscamos. Minha expectativa é importar entre cinco e seis 6 contêineres agora e aumentar esse número depois”, afirmou Sayed Shah, gerente de compras do grupo de alimentação saudita Sunbulah. A empresa está presente, além da Arábia Saudita, em 34 países da região.

No primeiro quadrimestre de 2015, o montante exportado pelo Brasil atingiu 8,3 mil toneladas, número pouco menor que o registrado no ano passado, quando o volume foi de 8,4 mil toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio e DCI

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