Automação impulsiona cadeia brasileira de apicultura

Automação impulsiona cadeia brasileira de apicultura

22 de março de 2016

O mel produzido no Brasil tem ultrapassado as fronteiras e conquistado consumidores em todo o mundo. A qualidade do produto, aliada ao uso da automação e à promoção comercial para expandir as vendas, coloca o País na 8ª posição do ranking global de exportadores em termos de valor, conforme dados consolidados de 2014 da área de inteligência comercial da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel).

mel-potes-2Ao conquistar essa colocação, o Brasil avançou seis posições em relação à apuração anterior, na qual figurava na 14ª colocação. O mesmo se aplica à quantidade do mel exportado, quesito em que subiu três degraus, passando do 11º para o 8º lugar, motivos de comemoração e também de incentivo para os 350 mil apicultores atuantes no País – de acordo com números do Sebrae – e para a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, que trabalha em parceria com produtores.

Em 2014, o Brasil embarcou mais de US$ 98,5 milhões, o que representa um incremento de 82% em relação a 2013. A crescente participação da apicultura do País no rol dos principais exportadores revela que os produtores estão cada vez mais preocupados com a implantação de padrões de identificação globais que permitam esse avanço.

A adoção de sistemas automatizados permite prosperar não só no exterior, mas também no mercado interno. Foi o que aconteceu com o gaúcho Vergilio Possebon que, após aposentar-se como policial, buscou novas oportunidades no Norte do Brasil. Ao mudar-se com a família para Rondônia, Possebon descobriu na apicultura não apenas uma atividade de lazer como também uma nova fonte de renda.

O que começou com apenas uma caixa de abelhas se transformou em uma pequena agroindústria, a Apicultura Colonial. Na busca por novos nichos para comercializar as três toneladas de mel produzidas por safra, Possebon investiu na profissionalização da atividade. Com o auxílio da Secretaria Municipal de Agricultura de Vilhena, cidade rondoniense que escolheu para se fixar. Assim que obteve o Selo de Inspeção Municipal (SIM) e implementou o Programa de Verticalização da Agricultura Familiar (Prove Municipal), Possebon procurou o Sebrae Rondônia, e lá recebeu orientações sobre a importância de adotar o código de barras. Então, em 2012, associou-se à GS1 Brasil para receber a capacitação sobre a maneira correta de aplicação do código de barras.

“Essa iniciativa mudou completamente nossa estrutura de vendas, pois agora podemos fazer negócios com qualquer grande mercado, o que seria impossível sem essa tecnologia, já que eles exigem identificação padronizada”, destaca o produtor. Além do mel in natura, a Apicultura Comercial também transforma a matéria-prima em xarope de mel, própolis e copaíba.

Além de abrir as portas junto a novos compradores, o apicultor destaca ainda que a medida intensificou a visibilidade da marca, que passou a ser mais competitiva com o diferencial do código. Virgílio explica que os consumidores compram o produto e levam para suas cidades, fazendo com que surjam pedidos de outros municípios. As boas práticas de gestão adotadas por Possebon levaram a Apicultura Colonial a receber, em 2013, o XVI Prêmio Automação, concedido pela GS1 Brasil, na categoria Pequenas Empresas.

Fonte: Agrolink

Compartilhe: