Apimondia 2017 – Destaques

Apimondia 2017 – Destaques

5 de outubro de 2017

Nossa equipe que esteve na Turquia para participar da Apimondia 2017 reuniu algumas das informações mais relevantes colhidas por lá, no maior congresso de apicultura do mundo.

Confira:

⇒ Feira de produtos e tecnologias do setor apícola

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental Cristiano Menezes — conselheiro da A.B.E.L.H.A.—, são visíveis os avanços do setor em comparação com a feira do evento anterior em 2015. “As ferramentas disponíveis para otimizar o manejo das abelhas são de grande aplicação para a realidade brasileira, que ainda não absorveu a maior parte desses avanços”, afirma. O uso de dietas artificiais de origem industrial, por exemplo, ainda não é realidade entre os apicultores brasileiros. “A maioria não utiliza suplemento e os apicultores que a utilizam contam apenas com suplementação caseira e amadora, muitas vezes inadequadas à alimentação de abelhas, inclusive com risco de transmissão de doenças entre as colmeias”.

Atualmente, há diversas empresas no mundo que oferecem dietas artificiais mais adequadas e equilibradas, além de seguras em termos de contaminação com doenças.

As colmeias feitas com outros materiais, como acrílico, plástico ou isopor, também foram destaque na feira.

 

Colmeia apresentada na feira tecnológica criada para colher o mel sem precisar abrir a colônia. É uma alternativa inovadora para quem quer criar abelhas para produzir mel para consumo próprio. Mais de 40 mil unidades já foram vendidas em todo o mundo

 

Colmeias inovadoras feitas de isopor que garantem conforto térmico para as abelhas em lugares com grandes variações térmicas; ao mesmo tempo, são leves e resistentes. São usadas para fecundação de rainhas selecionadas ou mesmo para produção de mel e outros produtos. No Brasil, teriam grande utilidade na região Sul por causa do frio extremo durante o inverno ou na região Nordeste por causa do calor excessivo

 

Colmeias inovadoras confeccionadas com plástico. Possuem durabilidade muito mais alta e reduzem o peso em 30% em comparação com as caixas de madeira. Também facilitam o transporte e o manejo para polinização agrícola

⇒ Pesquisas de ponta

Uma das mais relevantes foi apresentada pela Dra. Geraldine Wright, justamente no campo da alimentação artificial e desenvolvimento de dietas artificiais para abelhas. Essa área tem grande aplicação para a apicultura e a meliponicultura mundiais porque abelhas bem nutridas apresentam produtividade muito mais alta e são muito mais resistentes a doenças.

A pesquisadora afirma inclusive que colônias bem nutridas podem ser menos vulneráveis aos efeitos negativos dos pesticidas. Ela mostrou os principais avanços no desenvolvimento de dietas artificiais e os gargalos que ainda dependem de pesquisa nessa área, além de apresentar as dietas disponíveis no mercado internacional que, apesar de já serem amplamente utilizadas e trazerem certos benefícios para a apicultura, ainda estão aquém das necessidades nutricionais das abelhas.

Slide mostra que as dietas artificiais existentes no mercado não oferecem a diversidade e a quantidade de aminoácidos requeridos pelas larvas das abelhas. Isso mostra uma grande oportunidade de mercado para desenvolver uma dieta mais saudável para tais polinizadores

 

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