Odor específico funciona como “código de barras” para abelhas

Odor específico funciona como “código de barras” para abelhas
abril 13 21:34 2015 Imprima Este Artigo

Estudos realizados por pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP) revelaram que os insetos sociais, a exemplo de abelhas, vespas e formigas, possuem um buquê aromático específico, que varia de acordo com a espécie, o sexo, a idade e a função desempenhada em sua colônia.

Esse odor particular facilita a identificação de um indivíduo por seus companheiros. “Constatamos que cada inseto tem um odor específico e isso funciona como uma espécie de código de barras químico”, disse Fábio Santos do Nascimento, professor da FFCLRP-USP, à Agência FAPESP. “Ao ler esse código de barras químico, é possível identificar a espécie, o gênero, a idade e a função desempenhada pelo inseto na colônia”, afirmou o pesquisador, que é coordenador do projeto.

De acordo com Nascimento, o que confere essa identidade química para os insetos sociais é uma classe de compostos químicos, chamados hidrocarbonetos cuticulares, formados por cadeias de carbonos lineares e moléculas de hidrogênio (alcanos, alcenos e alcanos metilados).

Encontrados sobre a última camada do revestimento externo (cutícula) que recobre o corpo de insetos sociais, esses compostos químicos, na forma de cera, têm a função primária de evitar a perda de água e, consequentemente, a desidratação desses animais, além de servir de barreira protetora contra microrganismos.

“Apesar de a estrutura química dos hidrocarbonetos cuticulares ser bastante estável, a sua composição nos insetos sociais varia também de acordo com a função que eles ocupam na colônia”, disse Nascimento. “Cada colônia também apresenta um perfil químico diferente”, afirmou.

A pesquisa Mediação comportamental, sinalização química e aspectos fisiológicos reguladores da organização social em himenópteros” é apoiada pela FAPESP no âmbito do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

Fonte: Agência Fapesp