Mudanças climáticas terão impacto maior na América Latina

Mudanças climáticas terão impacto maior na América Latina

26 de junho de 2016

As consequências da mudanças climáticas serão mais notórias na América Latina do que em muitas regiões do mundo devido à grande biodiversidade do continente e à forte dependência da economia destes países do setor primário, aponta o programa Euroclima.

Um dos líderes do Euroclima, um programa que fomenta a cooperação meio ambiental entre a UE e 18 países da América Latina, Horst Pilger, declarou que os efeitos da mudança climática serão notados particularmente na América Latina, reduzindo a biodiversidade em alguns dos países com maior riqueza biológica do mundo, como Brasil, Costa Rica e Colômbia.

Além disso, afetará notoriamente a economia em comparação com regiões como a Europa porque a produção econômica na América Latina “é muito dependente da agricultura e dos recursos primários” e a mudança climática afeta mais este setor do que a indústria e os serviços, afirmou Pilger.

Pilger fez essas declarações no marco da realização dos Dias Europeus do Desenvolvimento, nos quais o Euroclima apresentou seus avanços e o trabalho que realiza em conjunto junto a seus membros implementadores.

Para combater estes desafios que a América Latina enfrenta é necessário fortalecer “a troca de conhecimentos” entre a UE e as instituições, mas também entre os próprios países, no que é conhecido como “cooperação sul-sul”, apontou à Agência Efe o responsável da direção geral de Cooperação Regional em mudança climática da Comissão Europeia, Catherine Ghyoot.verde

Este programa centrará sua terceira fase, que começa neste ano, em incentivar a cooperação entre nações com o objetivo de “reforçar a resistência da região latino-americana perante a mudança climática e promover oportunidades para um crescimento verde”, segundo apontou o Euroclima em comunicado.

A redução da “vulnerabilidade social e meio ambiental para a mudança climática” acarretaria, segundo os responsáveis deste programa, em uma “redução da pobreza na América Latina”. “Queremos que a região cresça, mas a um ritmo sustentável”, disse Pilger em referência aos desafios futuros.

 

Inaugurado em 2010, o Euroclima “facilita a integração das estratégias e medidas de mitigação e de adaptação perante a mudança climática” nas políticas de 18 países da América Latina, segundo explica a iniciativa em comunicado.

Fonte: Portal Terra e Agência EFE

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