Instituto Peabiru realizará simpósio sobre abelhas sem ferrão

Instituto Peabiru realizará simpósio sobre abelhas sem ferrão

16 de julho de 2018

Compartilhar conhecimentos e discutir aprendizados sobre o desenvolvimento da cadeia de valor do mel de abelhas sem ferrão. Este é o objetivo do Simpósio: Abelhas sem ferrão e a Sociobiodiversidade, que será realizado pelo Instituto Peabiru em 2 de agosto no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (Pará), com apoio do BNDES – Fundo Amazônia e colaboração do Museu.

A criação de abelhas sem ferrão (meliponicultura), além do mel como produto, oferece impactos diretos positivos na produção agrícola e florestal inclusive de espécies de grande interesse comercial (açaí, cacau, entre outras) e para a conservação e recuperação de áreas degradadas. Com a crescente valorização do mel de abelhas sem ferrão, esta atividade poderá contribuir para gerar renda complementar a mais de 1 milhão de famílias de indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais, em sua maioria excluídos, isolados e de baixa renda. Além disso, pode garantir melhor posição da mulher no controle da renda e segurança alimentar da família.

O foco principal é orientar as políticas públicas de conservação e produção para a disseminação da atividade, abordar como a cadeia de valor do mel de abelhas sem ferrão ajuda na geração de renda de para povos e comunidades tradicionais e na preservação do meio ambiente. Durante o Simpósio haverá debates com os parceiros dos projeto, produtores, especialistas, pesquisadores e participantes da cadeia de valor, sobre as melhores práticas desta tecnologia social, a legalização da atividade e do produto, bem como os desafios para a ciência e a comercialização.

Néctar da Amazônia

O projeto Néctar da Amazônia permitiu consolidar a meliponicultura. Alcançando quase uma centena de famílias em diferentes grupos sociais, como indígenas, no Oiapoque, quilombolas, em Macapá, ambos no Amapá e diferentes grupos ribeirinhos e de agricultores tradicionais em Almeirim, Monte Alegre e Curuçá, no Pará. Isto significa um patrimônio de mais de R$ 1,5 milhões representado por cerca de 5 mil caixas de abelhas.

O projeto Néctar da Amazônia também foi fundamental para o processo de licenciamento da atividade junto ao SISFAUNA – fato inédito no Brasil –, uma vez que se trata de criar espécies da fauna brasileira.

Agora, o grande desafio é a comercialização de um produto novo no mercado.

Serviço

Simpósio: Abelhas sem ferrão e a Sociobiodiversidade – Tecnologias sociais para a meliponicultura na Amazônia Oriental.

Data:  2 de agosto de 2018, das 8h às 16 h

Local: Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira – Parque Zoobotânico do Museu Goeldi – Belém, Pará

Informações e inscrição: dalissa@peabiru.org.br

Fonte: Instituto Peabiru

Crédito da imagem em destaque: Rafael Araujo

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