Guia aponta caminhos para a interação entre gestores de UCs e escolas públicas

Guia aponta caminhos para a interação entre gestores de UCs e escolas públicas
junho 15 00:30 2016 Imprima Este Artigo

Informar, orientar e inspirar. É o que pretende a mais nova publicação destinada a educadores e gestores ambientais que atuam em áreas protegidas. O guia Educação Ambiental em Unidades de Conservação – Ações para comunidades escolares no contexto da gestão pública da biodiversidade traz uma série de experiências que envolvem processos educativos em escolas públicas no interior e entorno de unidades de conservação (UCs) espalhadas pelo País.

Resultado de uma parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o WWF-Brasil, o guia lançado este mês indica a necessidade de incluir as escolas – e comunidades de um modo geral – no dia a dia da gestão das unidades de conservação.

“É importante envolver os atores estratégicos na gestão pública da biodiversidade. E as comunidades escolares são, em muitos contextos, espaços importantes e que têm um papel fundamental na transformação social”, diz Karina Jorge Dino, coordenadora de Educação Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Mas como educação é uma via de mão dupla, as escolas também podem ser influenciadas, incluindo em seus projetos pedagógicos conteúdos que ajudem a proteger a biodiversidade e os processos ecológicos abrigados nas UCs, aponta a educadora.

Segundo ela, a importância do guia é que ele faz uma síntese de várias experiências de sucesso no envolvimento das comunidades escolares do entorno de UCs que vão exatamente nesse sentido.

É o caso da Reserva Extrativista (Resex) Médio Juruá, no Amazonas, em que o foco do trabalho foi a formação de novos líderes, sobretudo jovens e mulheres, para atuarem na gestão daquela unidade de conservação, no interior da Amazônia.

“Estamos fazendo com que a gestão participativa prevista na Política Nacional de Educação Ambiental ganhe concretude por meio de iniciativas inovadoras que colocam a comunidade como protagonista da gestão pública da biodiversidade”, diz a chefe da reserva, Rosi Batista da Silva.

No Amapá, a interação entre educadores ambientais e comunidades próximas às UCs estimulada pelo WWF-Brasil por meio do projeto Biodiversidade nas Costas ajudou a criar um ambiente mais seguro para que os gestores de áreas protegidas pudessem fazer o seu trabalho.

“Havia ameaças inclusive à integridade física dos gestores, que muitas vezes não conseguiam cumprir seu papel nas unidades de conservação. Com a sensibilização e o envolvimento das escolas, os indicadores passaram a mostrar que a realidade mudou. Hoje há muito mais interação da comunidade na gestão das UCs”, afirma Marcelo Oliveira, especialista do Programa Amazônia, do WWF-Brasil

Apesar de apontar caminhos para essas interações, os autores alertam que as experiências e reflexões contidas no guia não devem ser entendidas como “receitas”, mas como uma forma de potencializar os resultados e impactos da educação ambiental em comunidades escolares no contexto das UCs.

Confira o guia completo aqui.

Fonte: Envolverde