28 de julho – Dia do agricultor: os desafios e as oportunidades no campo

28 de julho – Dia do agricultor: os desafios e as oportunidades no campo

28 de julho de 2016

De acordo com a FAO/ONU, a população mundial deverá chegar a nove bilhões até 2050, o que impõe o desafio de aumentar a produção mundial de alimentos em cerca de 70%. Não há dúvida de que muitos são os fatores essenciais para que a agricultura possa suprir a demanda por alimentos, entre eles, a tecnologia aplicada ao agronegócio e a adoção de práticas sustentáveis que reduzam os impactos ambientais.

Acima de tudo, um personagem tem papel fundamental nessa equação: o agricultor. O homem do campo é responsável pela produção e pela oferta regular da maior parte dos alimentos que abastece a população e pela geração de matérias-primas para a posterior industrialização.

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Neste Dia do Agricultor, reunimos algumas informações que buscam estimular o diálogo e o intercâmbio de conhecimento que envolve a polinização, a produção agrícola e a conservação da biodiversidade.

Produtividade

Segundo a Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), mais de três quartos das culturas alimentares do mundo, ou seja, entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões, são diretamente dependentes da ação dos polinizadores.

A sinergia entre agricultura e apicultura oferece benefícios para todos.  O benefício da polinização é traduzido em frutos maiores, mais pesados, com maior número de sementes, mais vistosos, agregando maior valor de mercado, ou seja, a polinização realizada de forma gratuita pelos animais é convertida em lucro direto ao agricultor.

Os apicultores, por sua vez, obtêm crescimento na produção, na variabilidade e na qualidade de mel e outros produtos apícolas.

Conservação da biodiversidade

A agricultura e a conservação são temas complementares, e não antagônicos ou incompatíveis. Ações de melhoria na qualidade de habitats para polinizadores em propriedades agrícolas não só aumentam a rentabilidade do agricultor como também promovem a melhoria de outros serviços ecossistêmicos, como a regulação natural de populações de pragas, a proteção dos mananciais de água e a fertilidade do solo.

Assegurar a manutenção de comunidades diversas de polinizadores e das plantas utilizadas por eles em áreas cultivadas significa maximizar a produtividade agrícola, conservar a natureza e aumentar a capacidade de recuperação de serviços ecossistêmicos frente a futuras perturbações ambientais.

Presença de polinizadores

A biodiversidade de plantas dentro de campos de cultivo é desejável, porém, a diversidade da flora ao redor deles é essencial. Ela serve para fornecer habitat para as abelhas domésticas e selvagens e para outros insetos benéficos e, assim, melhorar os serviços de polinização em agroecossistemas.

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Alguns princípios básicos podem favorecer a presença de polinizadores em áreas agrícolas:

  1. Plantio direto, cobertura morta ou plantas de cobertura de solo, que podem fornecer locais de nidificação e sobrevivência para abelhas;
  2. Diversidade agrícola e de plantas não cultivadas, que permitam a contínua oferta de alimentos e condições de habitat para as abelhas e outros insetos polinizadores, ao menos nas bordas das lavouras e laterais de carreadores, caminhos e estradas;
  3. Estrita observância das boas práticas agrícolas quando forem utilizados agrotóxicos, tanto herbicidas, que podem retirar recursos florais, ou que afetem os polinizadores, como inseticidas;
  4. Limitação das extensões contínuas de monoculturas, sem que estejam entremeadas por habitats adequados aos polinizadores.

Mais informações estão disponíveis no livro Agricultura e Polinizadores, que pode ser baixado gratuitamente aqui.

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